Bacalhau com Alho Francês, Batata Doce e Natas


O desperdício alimentar é algo que realmente me incomoda, e já aqui falei algumas vezes nessa questão. Todas as semana faço algum trabalho de “gestão” alimentar, de forma a não comprar em excesso (nem em falta) e de conseguir usar as eventuais sobras e restinhos que há pelo frigorífico.
Em semanas de “pós-workshops”, costuma sempre haver extras para gastar no frigorífico. Ou sobras de legumes, fruta ou de alguma carne ou peixe, queijos, ou natas. Não muita quantidade, porque também por aí faço uma gestão de não comprar mais do que o necessário para as receitas e número de participantes, mas há sempre sobras a necessitarem de serem gastas.
Foi por isso que este bacalhau deixou de ser uma espécie de bacalhau à brás, para se tornar numa espécie de bacalhau com natas, porque havia uma embalagem de natas frescas no último dia da sua validade, e pelo sim pelo não houve mudança de ementa.
Por aqui ninguém de arrependeu, porque ficou bastante bem. E um dia não são dias. (Vá e as batatas foram feitas no forno e não são fritas!)
Nada como todas as semanas tirar tudo para fora do frigorífico para melhor analisar o que está a necessitar de ser consumido em primeiro lugar. Digam-me que não sou só eu com este cuidado!


ÚLTIMAS VAGAS - No dia 11 de Junho, pelas 10h, um novo workshop, desta vez em Coimbra, na Baking Day, mesmo ao lado do Coimbrashopping, e com o tema: "Receitas Frescas para Dias de Sol". Para mais informações e inscrições em bakingday@hotmail.com

Ingredientes para 4 pessoas:

500g de migas de bacalhau previamente demolhadas (ou das congeladas)
4 batatas doce médias
sal e pimenta q.b.
2 dentes de alho
azeite q.b.
2 alhos franceses
200ml de natas frescas ou creme fraiche

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em cubos não muito grandes. Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal, numa só camada, e tempere com um pouco de sal e regue com um pouco de azeite (eu gosto de usar o azeite em spray).
Leve as batatas a assar em forno previamente aquecido a 180ºC com ventilação, e deixe-as cozinhar até que fiquem macias por dentro e crocantes por fora.
Entretanto corte o alho francês em rodelas finas e lave-o bem para libertar toda a areia que possam ter. 
Leve depois uma frigideira ao lume com um pouco de azeite e acrescente os dentes de alho laminados e o alho francês e deixe refogar até ficar macio. Junte depois o bacalhau bem escorrido e deixe estufar juntamente com o alho francês. Retifique de sal e tempere com um pouco de pimenta.
Depois de as batatas estarem cozinhadas envolva-as na mistura de bacalhau, e acrescente duas ou três colheres de sopa das natas e envolva bem.
Coloque depois a mistura num prato que possa ir ao forno e por cima coloque as restantes natas.
Leve depois ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos apenas para dourar a superfície.
Sirva acompanhada por feijão verde cozido!


Bom Apetite!

6 comentários :

  1. Anónimo10:09

    Uma ideia diferente para o nosso "fiel amigo"!
    Esta receita lembra uma que fiz este fim de semana, para usar um molho gigante de nabiças. A ideia inicial era uma meia desfeita (bacalhau, batatas, nabiças e ovos cozidos, envolvidos num azeite com bastante alho), mas como não tinha ovos, ponderei fazer um bacalhau com natas e espinafres, mas usando as nabiças. Sei que que misturei as duas receitas, e uma embalagem de natas que estava a vencer, e que até resultou bastante bem.
    No entanto, costumo fazer "limpezas" regulares ao frigorífico e congelador, de forma a usar as "sobras" e legumes que andem "perdidos", e que precisem de serem usados. Há alturas, em que as refeições da semana são feitas com base nestas "limpezas".
    A questão do desperdício alimentar é uma questão muito importante, e que se devia ser incutida desde cedo (e sempre), e não ser lembrada apenas em momentos de crise. Não é só pelo desperdício nas nossas casas, como nas cadeias de produção/distribuição. É também o gasto de recursos (matéria-prima, água, electricidade) usados na sua produção.
    Sou associada da Fruta Feia (projeto pelo qual tenho muito apreço e em que acredito), e custa a acreditar que os produtos das cestas, e mesmo outros que apareçam para venda a granel, não sejam considerados bonitos para venda num canal de distribuição. Faz-me confusão deitar fora frutas/legumes que não consigam ser escoados nos canais de distribuição tradicionais.
    Uma vez vi um documentário, relativo a legumes embalados, que eram "rejeitados"/aparados de forma a caberem nas embalagens. São coisas como estas que dão que pensar, pois de um lado temos abundância, e do outro falta de alimento (quer sejam países ricos ou pobres), aliados a uma questão de mentalidade (a aparência das frutas/legumes) e má distribuição de recursos (deitar fora a produção, por não haver canais de distribuição que vendam estes "feios").
    Desabafos à parte, a verdade é que a mentalidade está a mudar aos poucos.

    Um grande beijinho,
    Sara Oliveira

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    1. Não podia estar mais de acordo! Acresce que, muitas vezes, frutas e legumes de grande calibre e muito polidinhos são sinal de que foram usados "aditivos" na produção (e não sabem a nada).

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    2. Felizmente alguém se lembrou disso e pôs em prática. Aqui no Porto, não sei se há em mais lados, existe uma empresa, a"Fruta feia" que vende por um preço muito acessível, aquelas frutas e legumes mais feios ou que não têm o calibre necessário. Ganhamos todos com isso 😊

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    3. Anónimo13:20

      Cristina M.,

      O projecto "Fruta Feia" tem delegações na zona do Porto, Gaia e Matosinhos, e 4 delegações em Lisboa (a minha delegação é de Lisboa - Mercado do Rato). As cestas têm um preço acessível (€ 3,5 cesta pequena e € 7,00 cesta grande).
      É como diz, ganhamos todos. Vejo que há mais pessoas interessadas no projeto, em várias zonas do país. Seria óptimo se chegasse a todo lado.

      Um grande beijinho,
      Sara Oliveira

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  2. Que bom aspeto! Acho uma ótima ideia a junção do alho francês, também gosto de misturar nestes pratos uns legumes um bocadinho camuflados. Concordo inteiramente com o combate ao desperdício alimentar mas ainda sinto que falho muito. As ementas semanais, passar revista ao frigorífico e à despensa ajudam muito mas são os restinhos, aquelas pequenas sobras que parece que não dão para nada que me tiram do sério!

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  3. Tão bom😊 obrigada pela receita, tenho de experimentar a versão com batata doce.

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